Carta da Terra

"Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações." (da CARTA DA TERRA)

Saída é a Sustentabilidade, diz negociador do País

DIÁRIO NET/Antonio Gaspar

Quem não se adaptar à idéia de que o combate às mudanças climáticas passa pela adoção do desenvolvimento sustentado vai perder oportunidades tanto no mercado interno quanto no externo. A afirmação é do negociador-chefe brasileiro para a conferência do clima de Copenhague, na Dinamarca, Luiz Alberto Figueiredo.

O encontro programado para o início de dezembro vai contemplar dois eixos de negociação: a fixação de metas para o segundo período do Protocolo de Quioto e o Plano de Ação de Bali, que trata da implementação plena da convenção do clima. "As negociações colocam desafios que vão impactar nosso modo de viver, trabalhar e produzir", afirma Figueiredo.
"É importante salientar que não estaremos discutindo um sucessor para Quioto, mas um segundo compromisso", afirma o negociador-chefe do Brasil. O País, segundo Figueiredo, trabalha com o consenso de que devemos realizar um esforço global para combater as mudanças climáticas, conforme indicação dos cientistas. "Os acadêmicos dizem que é preciso reduzir as emissões de gases de efeito estufa entre 25% e 40% até 2030 tendo como base o ano de 1990", explica. O embaixador diz ainda que outro entendimento é o de que a resposnabiliade pela redução das emissões é comum, porém diferenciada entre os países.
De acordo com o negociador, a convenção do clima reconhece que as nações em desenvolvimento terão aumento de emissões enquanto que os países desenvolvidos devem cumprir metas absolutas de redução de emissões. "Os desenvolvidos já têm toda a infra-estrutura montada, enquanto que os em desenvolvimento ainda estão construindo essa infra-estrutura, que tem como objetivo levar à redução da pobreza. É preciso levar em conta que o simples ato de levar eletricidade a uma casa aumenta a emissão", diz Figueiredo.
Mas, segundo o embaixador, os países em desenvolvimento devem buscar o desenvolvimento por meio de estratégias que permitam a produção com menor emissão de gases de efeito estufa.
Um exemplo seria o Brasil resolver adicionar 20% de biodiesel ao diesel. Com isso o País estaria crescendo como menos emissão de CO2. "As ações de mitigação realizadas pelos países em desenvolvimento deverão ser registradas, verificáveis e submetidas a escrutínio internacional", explica Figueiredo.

"O País irá a Copenhague munido de elevadas ambições. Precisamos de ações imediatas e compatíveis com a crise ambientail atual", diz o negoacidor brasileiro.
De acordo com Figueiredo, o Brasil desfruta de uma situação singular. Possui uma matriz energética mais limpa, com 45% a 46% de sua energia sendo obtida de fontes renováveis, ante, por exemplo, os países da OCDE em que o porcentual fica entre 5% e 10%. "Nós estamos crescendo com baixa emissão de CO2", afirmou.

"No Brasil a consciência de nossas lideranças empresariais sobre os problemas causados pela mudança climática é até mesmo superior à demonstrada por outros países

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